DESTERRITORIALIZAÇÃO PRODUTIVA E MUDANÇAS NO MARAJÓ: ARRECADAÇÃO, DESEMPREGO E VIOLÊNCIA NA CIDADE DE BREVES (PARÁ-BRASIL)

Odair José Aragão Alves, Christian Nunes da Silva, João Francisco Garcia Reis, João Marcio Palheta da Silva

Resumo


Nos últimos anos o Estado (enquanto instituição pública) se tornou o principal agente regulador do processo de urbanização, através do provimento da infraestrutura necessária à garantia da expansão urbana nas cidades. Esse processo responde às neces- sidades de materialização do valor-dinheiro na forma da apropriação do solo urbano, com forte valorização, via verticalização, dos espaços mais procurados das cidades, principalmente no centro, que concentra os serviços e comércio. Na periferia dessas cidades, esse processo assume a forma da incorporação de “áreas vazias”, por meio do estímulo às ocupações, planejadas e espontâneas, ao mesmo passo em que permite cer- ta valorização de áreas anteriormente ocupadas, com processos de refuncionalização e/ou reorientação dos padrões de uso, pois, dessa forma, essas áreas podem ganhar outro sentido funcional.

Responsável por inúmeras transformações no espaço socioterritorial, a indústria madeireira que há muito manteve a economia do município de Breves, há algum tempo vinha perdendo seu poder, pois, com a exploração acelerada das florestas e os embar- gos propostos, a atividade madeireira aos poucos foi deixando de existir em muitos lugares e não foi diferente neste município por força de leis. O que levou Breves a uma incerteza, pois era sua principal base econômica e a que gerava grandes fluxos de pessoas e capital e que aquecia o comércio local, gerando emprego e renda direta e indiretamente, para a população brevense e vários imigrantes de municípios vizinhos, principalmente. Diante deste fato, o que mais se temia e que se tornava uma preocupa- ção era com o que a população poderia sofrer: o aumento dos problemas sociais e em qual base econômica Breves poderia se manter.


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